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Profuncionário capacitará mais de 7 mil servidores da Educação em MT

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Ao todo 7.701 profissionais da Educação de Escolas Estaduais e Municipais, entre Técnicos e Apoios Administrativos Escolares (TAE e AEE) participarão do curso de formação do programa Profuncionário, em Mato Grosso. As aulas têm previsão de início para o próximo dia 03 de dezembro e estarão sob responsabilidade do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em parceria com o Instituto do Paraná (IFPR), Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e prefeituras.
A formação ocorrerá por meio da Educação à Distância (EAD) em unidades de ensino de 67 municípios pólos. Responsável pela proposta pedagógica do programa, o IFPR realizou na sexta-feira e sábado (09 e 10.11) uma capacitação para 27 pessoas, entre coordenadores do Profuncionário dos Centros e membros da equipe que trabalha com o projeto no Instituto de Mato Grosso. As atividades ocorreram no Cefapro de Cuiabá.
A técnica da Superintendência de Formação da Seduc, Izolda Maria Marques, destaca que caberá aos participantes da capacitação multiplicar, a partir do final de novembro, o trabalho formativo sobre o funcionamento do programa aos tutores e coordenadores de pólos. “O IFMT já selecionou, por meio de edital, 105 tutores que serão responsáveis pelo acompanhamento do processo formativo dos cursistas, em sala de aula, e 47 coordenadores do curso nas cidades polos. Restam 34 (tutores) e cinco (coordenadores), que serão selecionados até dia 27 deste mês”, citou.
Após o término da seleção e capacitação, que deverá ser finalizada antes do início das aulas, os cursistas participarão durante 18 meses do Profuncionário. No ato das inscrições que foram realizadas em 2011 e este ano, os servidores puderam optar entre quatro cursos. São eles: Infraestrutura Escolar, Alimentação Escolar, Secretaria Escolar e Multimeios Didáticos. Cada curso será ofertado uma vez por semana nos pólos. “Para participar os profissionais matriculados deverão ser liberados do dia de trabalho em suas Escolas”, disse Izolda.
De acordo com a coordenadora do programa no IFMT, Daisy Antonello, durante a formação os educadores serão considerados alunos do IFMT e ao final obterão formação profissional e receberão certificados do Instituto. Além da capacitação para a área específica de trabalho, eles terão ganhos nas remunerações. Conforme Izolda, os servidores da rede estadual, tanto TAE quanto AEE, receberão em média 40% de aumento após participarem do curso.
“A carreira de educador do Estado prevê essa profissionalização dos técnicos e apoios, por isso a partir do momento que eles concluem a formação já passam a receber esse aumento previsto na tabela salarial da Seduc”, disse Izolda. Por sua vez, a coordenadora do IFMT, ressaltou que nos municípios que há Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), os servidores também terão aumentos salariais.
MudançasRealizado desde 206 pelo Ministério da Educação (MEC), inspirado no programa Arara Azul que ofertou formação aos profissionais de Escola de Mato Grosso na década de 1990, o Profuncionário formou 860 alunos em 2008, no Estado. Em 2010 foram mais 3.112 formados pelo programa, através da parceria entre Seduc e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Em 2011, o MEC passou o Profuncionário para o IFMT, que trabalhará em conjunto com a Seduc e IFPR. “Sem o apoio da Secretaria e do Instituto do Paraná a gente não conseguiria tocar o programa. O IF paranaense irá nos ajudar com toda a sua experiência em EAD e a Seduc por já ter desenvolvido o programa desde, 2006”, disse Daisy.
Segundo a coordenadora do Profuncionário no IFPR, Rosangela Gonçalves de Oliveira, a parceria entre os dos Institutos e a Seduc tem como objetivo aprimorar o programa no Estado. “Após essa formação vamos acompanhar o curso a partir do Paraná. As aulas serão ministradas dos nossos estúdios e acompanhadas via satélite em tempo real pelos alunos, em sala de aula. Vamos dar todo o suporte pedagógico a eles e aos tutores”, afirmou.
Rosângela conta ainda que no atual programa os profissionais terão aulas teóricas e práticas, cabendo aos tutores de turma, avaliar o desenvolvimento dos trabalhos dos estudantes. “Para garantir a formação ao final do curso eles terão de desenvolver um projeto dentro da Escola onde trabalharão com base na formação que estão recebendo”, finalizou.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT 


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